Quando Abraão ainda morava em Harn, Deus lhe disse, em Gênesis 12.1: "Sai da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai, e vai para a terra que te mostrarei. De ti farei uma grande nação, e te abençoarei"; depois, chegando em Siquém (Nablus), Gênesis 12.7: "Darei à tua descendência esta terra". Em seguida, em Betel, que fica a meio caminho entre Siquém e Jerusalém, Deus fala em Gênesis 13.14: "Ergue os olhos desde onde estás para o norte, para o sul, para o oriente e para o ocidente, porque toda esta terra darei a ti e à tua descendência para sempre", e, finalmente, quando Abraão ficou em Hebrom, a Bíblia diz, em Gênesis 15.18: "Naquele dia fez o Senhor aliança com Abraão, dizendo: à tua descendência dei esta terra, desde o rio do Egito (córrego Arish, não o rio Nilo) até o grande rio Eufrates." São estes os limites de Israel que o Senhor marcou, mas que em parte, ainda não se realizaram. Parece uma ironia da história, que exatamente o território entre Nablus e Hebrom, está sendo requisitado pelos Palestinos. Esta área faz parte da terra prometida a Abraão e seus descendentes. Hoje, costuma-se falar da "Westbank" ou dos territórios ocupados, mas trata-se da terra de Israel, incluindo Judéia e Samaria. Exatamente esta área, hoje, é o campo de batalhas das intifadas". Aí podemos perceber, quem, em última análise, está por detrás de toda a luta pela terra de Israel e Jerusalém: O grande opositor! Vejamos Zacarias12.2-3: "Eis que farei de Jerusalém um cálice de tontear para todos os povos em redor (árabes), e também para Judá, durante o sítio de Jerusalém. - Naquele dia farei de Jerusalém uma pedra pesada para todos os povos (ONU, UE, Vaticano, etc); todos os que a erguerem se ferirão gravemente; e contra ela se ajuntarão todas as nações da terra." Muitas vezes argumenta-se hoje, que as promessas dadas a Abraão foram dadas no tempo em que ele ainda não tinha descendentes. Dizem que os descendentes de Abraão seriam os dois, Ismael e Isaque. Daí deduzem ainda, que os Palestinos pelo menos teriam direito a uma parte desta terra. Mas, deve-se observar que a Escritura, quando fala a respeito, apenas menciona O descendente de Abraão. Vamos observar mais de perto, a "linha da promissão" divina: Abraão mesmo, quando viu que Isaque seria portador único da promessa, implora a Deus, por causa de Ismael, Gênesis 17.20-21: "Quanto a Ismael, eu te ouvi: Abençoá-lo-ei, fá-lo-ei fecundo e o multiplicarei extraordinariamente; ... dele farei uma grande nação. A minha aliança, porém, estabelecê-la-ei com Isaque." De fato, os povos árabes são 38 vezes mais numerosos que Israel, e o território deles é 574 vezes maior que o Israel! Coforme o critério de Deus, Abraão tinha só um filho, Isaque. Isto se vê em Gênesis22.2,12,16. Quando Deus fala por três vezes: "...teu único filho". Comparamos também com Hebreus 11.17-18: "Abraão estava para sacrificar o seu unigênito... a quem se havia dito: em Isaque será chamada a tua descendência." Mais uma vez, Deus repete a promessa da terra, a Isaque em Gênesis 26.3 e, depois a Jacó, Gênesis 35.12: "A terra que dei a Abraão e a Isaque, dar-te-ei a ti e, depois de ti à tua descendência." - Portanto: Somente a linha da promessa é que recebe a terra de Israel como herança. Esta mesma promessa da posse da terra de Israel para o Seu povo, o Senhor repete ainda para três ocasiões diferentes: 2º - Existem promessas totalmente claras para a época em que vivemos! Deus até nos deu um sinal claro no cumprimento destas promessas, um momento histórico: A criação do Estado de Israel em 1948. Já nos séculos 6 e 7 antes de Cristo, os profetas Jeremias e Ezequiel, falaram a respeito da dispersão do povo de Israel por entre as nações. No entanto, eles também profetizaram que este povo voltaria novamente para a terra do Senhor. O fato da existência do Estado de Israel comprova estas profecias, pois, de quase 145 países, judeus voltaram para lá, e ainda estão chegando! Depois de 2000 anos de dispersão e sofrimentos horríveis. Citamos destas profecias, apenas as mais importantes: Ezequiel 11.17 "Hei de ajuntá-los do meio dos povos, e os recolherei das terras para onde foram lançados, e lhes darei a terra de Israel." - Ezequiel 11.19: "Dar-lhes-ei um só coração; espírito novo porei dentro neles; tirarei da sua carne o coração de pedra, e lhes darei coração de carne." - Jeremias 16.14-15: "Portanto, eis que vêm dias, diz o Senhor, em que nunca mais se dirá: Tão certo como vive o Senhor que fez subir os filhos de Israel do Egito; mas, tão certo como vive o Senhor que fez subir os filhos de Israel da terra do Norte, e de todas as terras para onde os tinha lançado. Pois Eu os farei voltar para a sua terra, que dei a seus pais." Deus os havia espalhado por todos os povos, mas Ele mesmo, os está conduzindo de volta à Sua terra! Jeremias 30.3: "Eis que vêm dias, diz o Senhor, em que fá-los-ei voltar para a terra que dei aos seus pais, e a possuirão." Nestes tópicos bíblicos, vemos três assuntos de suma importância. a) A volta do povo disperso para a terra prometida (e isto antes que Deus lhes desse um coração novo!); b) A terra de Israel é a mesma terra que Ele prometeu a Abraão e aos patriarcas; c) Deus conduz o Seu povo de volta à Sua terra para que a possuam na íntegra. 3º - Além das profecias que se referem à nossa época, precisamos ainda considerar as profecias para os tempos vindouros, o tempo do "milênio". O Reino de Cristo, depois de sua volta para esta terra. Aí a terra de Israel será de todas as tribos de Israel. O ajuntamento definitivo do povo de Israel na terra de Deus, é a premissa para a vinda do Messias, no Monte das Oliveiras. Zacarias 14.4: "Naquele dia estarão os seus pés sobre o Monte das Oliveiras" a fim de erguer o seu Reino da Paz. Apocalipse 20.6: "Eles serão sacerdotes de Deus e de Cristo, e reinarão com Ele os mil anos." Este é o único tópico bíblico onde se diz quanto tempo duraria o Reino da Paz: mil anos. Concluindo: Comparando as promessas divinas quanto à terra de Israel com os planos e expectativas dos árabes (palestinos), constatamos que, humanamente é impossível conciliá-los. A ideologia religiosa do Islã exige toda a terra de Israel para si, sem um Estado judeu. As intifadas são expressãno violenta desta ideologia religiosa. Como exemplo da inconciliabilidade entre as duas posições, lembramos do que aconteceu no final das conversações sobre a paz, entre o Sr. Arafat e o então presidente de Israel, Baraque: Quando Baraque havia oferecido praticamente toda a terra da Samaria e Judéia ("Westbank") e grande parte de Jerusalém aos palestinos, foi colocado no final desta proposta do tratado de paz, o seguinte: "Desta forma consideramos o conflito entre o Estado de Israel e o povo Palestino, como encerrado." O Sr. Arafat não assinou este tratado de paz, se retirou da mesa enraivecido e abruptamente, porque pela ideologia religiosa do Islã, lhe é impossível, como representante supremo do povo palestino, dar a sua assinatura. Uma solução do problema só podemos esperar, quando Cristo, o nosso Messias e o de Israel voltar e estabelecer o Seu Reino, em Israel. Como cristãos que acreditam na infalibilidade da Escritura, cremos que Deus cumprirá cabalmente as Suas promessas, dadas ao Seu povo escolhido.Somos uma geração privilegiada, pois vivemos em época onde muitas das Suas promessas já se cumpriram e outras ainda se cumprirão. Devemos orar, amar e empenhar-nos por Israel que é a "menina dos Seus olhos". Zacarias 2.8: "Porque aquele que tocar em vós, toca na menina do seu olho." - Como cristãos somos convocados para estar do lado do povo escolhido de Deus. No entanto, saibamos também que seremos poucos, pois o mundo está no maligno e considera Israel e a nós cristãos confessos cada vez mais como "destruidores da paz, fundamentalistas e fanáticos"!
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